Primeiras
Impressões – Ensina-me a Amar
Título: Ensina-me a Amar
Série: Ensina-me
Autora: Thaís Benício
Gênero: Romance Erótico
Número de Páginas: 403
Editora: Angel
Olá, mores! Sumi por um bom
tempo, eu sei, mas voltei com um post especial <3 No início deste ano, eu
fiz resenha do livro Ensina-me a Viver, primeiro livro da série Ensina-me, da
autora Thais Benício. O primeiro e o segundo volume da série foram publicados
na Bienal de SP deste ano, pela editora Angel e eu recebi os dois livros em
parceria com a autora. Agora (com um atraso que só poderia vir de mim mesma,
porque só vivo atrasada!), farei o primeiro post sobre o livro dois, Ensina-me
a Amar. Vamos lá? (se você ainda não leu o livro um, esteja ciente de que aqui
existem spoilers)
SINOPSE:
O quanto um único momento pode mudar a vida de alguém? Como se recuperar de um duro golpe no momento em que menos se espera? Quando Ellen Muller acha que está tudo bem na sua vida por ter Nicholas Hoffman como o namorado dos seus sonhos, o emprego dos seus sonhos e a vida hípica dos seus sonhos, uma terrível tragédia acontece obrigando a jovem de 19 anos a mudar radicalmente sua rotina, seus desejos e seu modo de agir. Uma das maiores mudanças que acontece com ela é a sua aproximação demasiada com o amigo do trabalho Asher, o que faz com que Nicholas se sinta inseguro na relação dos dois. Principalmente porque após uma viagem a Mônaco, ele é solicitado pela família em Nova Iorque para cuidar dos negócios que negligenciou há muitos anos. A sequência de Ensina-me a Viver mostra a história de amor e superação de alguém que precisa conviver com as limitações causadas por um grave acidente em um dos dias mais felizes da sua vida que a faz repensar sua maneira de viver e amar.

Como estou com os exemplares
físicos em mãos, falarei sobre essa edição física. Primeiro, as capas eu achei
lindas, super “a cara da estória”, gostei bem mais que a da primeira edição. Eu
imagino a Ellen parecida com a Lucy Hale, e a garota da capa dos livros (assim
como o cara), faz jus a descrição da autora sobre esses personagens. A
diagramação do livro ficou de muito bom gosto, nem muito cheia de “frufru”, nem
simples demais. A revisão deixou um
pouco à desejar, mas nada de erros grotescos, apenas alguns detalhes de
digitação e afins, nada que atrapalhe a leitura.
Sobre o livro, a escrita da
Thais, embora já fosse maravilhosa no livro um, está ainda melhor. Nada de
descrições cansativas e desnecessárias, tudo na medida certa, com um
vocabulário rico e muito bem utilizado. Sinceramente, melhor do que a escrita
de outros autores nacionais muito reconhecidos no mercado (e digo isso como
leitora que sou, que comprou livros por indicações “maravilhosas” na bienal e
se decepcionou muitíssimo).
Eu li 11 capítulos do livro,
então vou falar apenas das primeiras impressões que tive com a leitura (que
fique claro).
Ensina-me a Amar é a
continuação da estória de Nicholas e Ellen, é narrado pela Ellen (diferente do
primeiro livro, que é narrado pelo Nick) e inicia após o que acontece no final
bombástico do livro um. Deixei expresso (acho que até em letras garrafais) que
gostei MUITO do livro um da série Ensina-me, o enredo, para mim, foi sem
precedentes, havia desde drama à romance e cenas eróticas (quentíssimas!).
Havia amizade, havia ressentimentos, arrependimentos e tudo muito bem
interligado para fazer desta uma ótima estória, e no livro um foi assim. Não
sei se fui a única, mas (segundo o que lembro) no final do livro 1 me pareceram
haver somente duas ligas para puxarem o livro 2: a criança que o Nick conhece
na ONG e o acidente da Ellen. Para mim, a questão com a Ada (vaca, pior
personagem EVER – depois dos pais do Nick) já estava resolvida, ela tinha ido
embora, o Nick já havia perdoado ela, então pensei: OK. Os pais do Nick me
pareceram somente terem sido responsáveis, como a Ada e o Mike, pelo que ele se
tornou, os quatro fizeram o Nick sofrer de tal forma que ele quase acabou com a
própria vida, o mundo dele desabou, mas ele se recuperou, se reergueu e se
tornou um homem independente tanto do dinheiro dos pais, quanto da amizade e
amor do Mike e da Ada. Pensei: isso também me parece OK. A Ellen tinha o amigo
(que amo muito, só pra deixar claro, ele é meu personagem preferido depois do
Robert), Asher, e o Nick tinha muito ciúmes dele, o que não mudou, mas no final
do livro os dois pareceram ter se resolvido. Nas minhas contas, essa questão
também estava OK.
Contudo, no livro dois,
descobrimos que não. E vou explicar mais sobre isso, já, já. Agora vamos por
partes do livro 2:
Eu quero deixar claro que eu
simplesmente me encantei com a sensibilidade verídica com que a autora retratou
a dificuldade de um cadeirante, a Thais mostrou que mesmo tendo dinheiro para
tornar essa condição menos difícil de se conviver, as dificuldades são enormes e, muitas vezes, não são do
conhecimento da sociedade. Achei excepcional ela dar certa ênfase a isso. Foi
triste em certos trechos? Sim, mas necessário. Tornou a estória, o que os
personagens estavam vivendo e sofrendo, muito mais real.
“-
Então não me peça pra agir como se você fosse apenas sexo. Você é mais do que
isso. Você é a pessoa mais importante da minha vida. – Ele solta uma longa
respiração. – Você é minha vida.”
Eu amei essa parte <3 Nesse
pequeno trecho, nesse minuto, o Nick me conquistou um pouco, foi, querendo ou
não, algo que apenas reafirmou o amor que ele sente por ela, apesar de tudo o
que estava acontecendo. Foi uma prova de amor.
Nas primeiras páginas vemos os
problemas de adaptação do casal, Ellen e Nick, vemos o quanto ambos sofrem pelo
que aconteceu, tanto pelo acidente quanto pela culpa. Isso eu achei
compreensível, mas em determinados momentos admito que o Nick me irritou
muitíssimo. Em um dado momento do livro a Ellen o consola pelo que aconteceu a
ela(?) Há uma parte também em que ela chega a essa conclusão:
“Ele
amadureceu rápido. Acho que a dor faz isso com as pessoas. A vida pode ser bem
cruel às vezes; e é doloroso saber que foi assim que o meu Nick se tornou um
homem.”
Um fato que não dá pra ser
contestado: Nick sofreu muito, sofreu por culpa das pessoas que mais amava,
sofreu por perdas e erros que nunca conseguiria mudar. Eu entendo isso, entendo
o motivo de ele ter se fechado para o amor, entendo o fato de ele ter sido um
cafajeste antes de conhecer e se apaixonar pela Ellen. Realmente entendo. Mas
não vejo tanta evolução nele depois de tanta dor, vejo-o mais maduro do que o que ele pareceu antes? sim, mas não vejo a determinação de superar de verdade o que passou, não vejo firmeza ao dizer "não" ou ao se mostrar do lado da Ellen. Em alguns trechos ele parece mais centrado, mais como o homem que eu acho que a
dor poderia tê-lo tornado, mas em outras não. Ele é um homem maravilhoso para a
Ellen, ama ela, isso não da pra negar porque ele repete toda hora, mas, por
culpa dele, os dois não conseguem continuar tão bem quando estão com pessoas
como a Ada e os pais dele – sim, eles se reaproximam por causa de umas coisinhas
sérias aí. Nicholas não consegue se desligar da Ada, mesmo depois de tanto
sofrimento, e, como leitora, isso me irritou muito. Ainda mais porque eu achei
que essa estória já estava resolvida, então foi desenterrada, e todos estavam
claramente contra o casal (a não ser o avô maravilhoso do Nick, meu terceiro
personagem favorito). A Ellen estava se sentindo em desvantagem, estava se
sentindo “menos mulher”, e isso é muito compreensível, mas o Nick não percebe
que acaba fazendo ela se sentir ainda mais ameaçada pela Ada. Não percebe que
por mais que diga que ama a Ellen, ele, por vezes, age como se sentisse falta
da Ada.
Vejo a Ellen, sendo mais jovem,
ser muito mais estável que ele. Vejo ela sendo muito mais forte também.
Ela tem defeitos? Tem. Ela erra muito? Erra. Ela me irritou em algumas partes? Também.
Ninguém é perfeito. Ela ser mais jovem não justifica os erros, eu sei, mas vejo
ela como a mais.... Como eu poderia dizer? Forte
da relação. O Nick tem mais de vinte anos, é um homem, e por vezes parece o
mesmo adolescente que sofreu muito por causa dos pais, o mesmo cara que viu na
Ada um refúgio da dor que sentia. Em certas partes eu pensei: supera. Nick, a Ellen precisa de ti, seja
forte, meu quirido. Em outras: gente, o Nick vai ficar bem. Parem de fazer ele parecer tão frágil.
Lembro que no livro um o Robert fez uma analogia maravilhosa sobre o Nick e a Ada, como se ela fosse uma droga da qual ele era dependente e da qual estava em abstinência forçada, portanto, não havia se recuperado. Eu amei. Lembro disso até hoje porque realmente concordo. Nick precisa se desintoxicar dessa droga, mas a Ellen não pode fazer isso por ele, ninguém pode. Ellen é namorada dele, claro que pode ajudá-lo, consolá-lo,
pode sofrer por ele, pode tentar confortá-lo sempre, mas em algumas partes
senti como se ela fosse irmã mais velha dele, e não namorada. Em alguns
momentos eu pensei que o Asher seria um homem melhor para ela, mesmo que o
Nick, em certas falas, me conquiste, talvez por causa da aproximação do Ash e
da Ellen, um lado meu passou a shipá-los. Sim, gosto do Asher (embora ele também tenha
os momentos dele). (ME JULGUEM!)
No decorrer das páginas também
há uma quantidade grande de segredos e omissões por parte dos dois. Você
percebe e pensa: “Cara, isso não vai prestar”. E algumas omissões são bem desnecessárias,
eles poderiam contar um ao outro de boas, mas escondem, não conversam direito,
resolvem tudo com sexo (deixam de lado, na verdade). Sabe quando tu tens
certeza de que esse acumulo de coisas vai resultar numa briga feia? Me senti
assim ao ler.
Há também um detalhe que me
chamou atenção (e entristeceu!), o Robert não aparece muito (claro, sei que ele
é melhor amigo do Nick e o livro 2 é narrado pela Ellen, isso restringe um
pouco o aparecimento dele no livro, mas ele é meu personagem preferido da
série, senti falta. Respeita, tá?). E no capítulo 10 e 11 descobrimos uma coisa
que me fez ficar ainda mais triste. Mas não vou contar porque seria muito spoiler
e já dei muitos. Leia e descubra.

O que espera da conclusão do
livro? Espero muitos forninhos caindo, espero que os personagens principais,
com tudo o que está prestes a acontecer (que não é difícil de se imaginar
depois de tantas omissões), faça com que eles amadureçam, tanto como pessoas,
quanto como casal. Espero mais objetividade deles, da estória e mais maturidade
pra lidar com as discussões que precisam sim existir. Eles são jovens, nenhum
deles teve um relacionamento como o que tem agora, precisam aprender juntos e
espero isso. Ah claro, espero outro final bombástico para dar o impulso do
livro 3. Sou uma leitora péssima, li as últimas falas da última página (RESPEITA
MEU MOMENTO CURIOSIDADE MASTER, OBRIGADA!) e já estou com o core apertado.
Preparando os forninhos, porque sim, eles vão cair.
Enfim! Essas são minhas
primeiras impressões! Em breve postarem a resenha completa!
Beijos *----*