sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Dica de Romance na Amazon - Herdeiros de Nova Iorque #1

|



Uma comédia romântica para você na Amazon! Ela, como as seguintes da série, estão disponíveis em e-book pelo Kindle Unlimited, viu?

Essas são histórias deliciosas, com os clichês que amamos e mocinhos que se tornam verdadeiros machos cadelas por suas mulheres!

Sim, estou falando, claro, dos Herdeiros de Nova Iorque. Já falei deles no meu IG e vou reforçar aqui.

Essa é uma série de cinco livros e cada um deles conta a história de amor de um dos herdeiros. Tem um found Family INCRÍVEL que rende muitas gargalhadas, emoção, lealdade e empurrõezinhos de um que se mete a cupido!

São os cinco amigos mais deliciosamente divertidos de 2023 e vou começar falando do primeiro deles:

BRUCE WALDORF
Começamos com o herdeiro de um império comercial anglo-americano. Ele é o mais introvertido do grupo. Ranzinza, impaciente, aquele que não costuma sorrir muito, mas é cadelinha da irmã mais nova dele e da Emma Hale, sua melhor amiga, primeiro amor e a mulher que ele abandonou há cinco anos. Por causa de algumas intrigas familiares, os dois se separaram, mas agora ele voltou disposto a se arrastar para ter o perdão dela. E é LINDA a reconstrução da relação deles, o amor de ambos  e o amor deles pela Emy, a irmãzinha deles (pra entender esse babado tem que ler!).



TROPES: 

✔️ Segunda chance;

✔️ Reencontro;

✔️ Mocinho protetor;

✔️ Hot de milhões;

✔️ Muitas risadas e emoção;

✔️Cenas fofas e uma criança esperta e cupido!

Onde ler? AMAZON (EBOOK) | UICLAP (LIVRO FÍSICO)

Leia aqui o e-book  | Compre aqui o livro físico


Curtiu a dica? Logo trago ainda mais! 







quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Primeiras Impressões - Ensina-me a Amar

|
Primeiras Impressões – Ensina-me a Amar
Título: Ensina-me a Amar
Série: Ensina-me
Autora: Thaís Benício
Gênero: Romance Erótico
Número de Páginas: 403
Editora: Angel 
Skoob: AQUI
Compre: AQUI
Olá, mores! Sumi por um bom tempo, eu sei, mas voltei com um post especial <3 No início deste ano, eu fiz resenha do livro Ensina-me a Viver, primeiro livro da série Ensina-me, da autora Thais Benício. O primeiro e o segundo volume da série foram publicados na Bienal de SP deste ano, pela editora Angel e eu recebi os dois livros em parceria com a autora. Agora (com um atraso que só poderia vir de mim mesma, porque só vivo atrasada!), farei o primeiro post sobre o livro dois, Ensina-me a Amar. Vamos lá? (se você ainda não leu o livro um, esteja ciente de que aqui existem spoilers)
SINOPSE:
O quanto um único momento pode mudar a vida de alguém? Como se recuperar de um duro golpe no momento em que menos se espera? Quando Ellen Muller acha que está tudo bem na sua vida por ter Nicholas Hoffman como o namorado dos seus sonhos, o emprego dos seus sonhos e a vida hípica dos seus sonhos, uma terrível tragédia acontece obrigando a jovem de 19 anos a mudar radicalmente sua rotina, seus desejos e seu modo de agir. Uma das maiores mudanças que acontece com ela é a sua aproximação demasiada com o amigo do trabalho Asher, o que faz com que Nicholas se sinta inseguro na relação dos dois. Principalmente porque após uma viagem a Mônaco, ele é solicitado pela família em Nova Iorque para cuidar dos negócios que negligenciou há muitos anos. A sequência de Ensina-me a Viver mostra a história de amor e superação de alguém que precisa conviver com as limitações causadas por um grave acidente em um dos dias mais felizes da sua vida que a faz repensar sua maneira de viver e amar. 
Como estou com os exemplares físicos em mãos, falarei sobre essa edição física. Primeiro, as capas eu achei lindas, super “a cara da estória”, gostei bem mais que a da primeira edição. Eu imagino a Ellen parecida com a Lucy Hale, e a garota da capa dos livros (assim como o cara), faz jus a descrição da autora sobre esses personagens. A diagramação do livro ficou de muito bom gosto, nem muito cheia de “frufru”, nem simples demais.  A revisão deixou um pouco à desejar, mas nada de erros grotescos, apenas alguns detalhes de digitação e afins, nada que atrapalhe a leitura.
Sobre o livro, a escrita da Thais, embora já fosse maravilhosa no livro um, está ainda melhor. Nada de descrições cansativas e desnecessárias, tudo na medida certa, com um vocabulário rico e muito bem utilizado. Sinceramente, melhor do que a escrita de outros autores nacionais muito reconhecidos no mercado (e digo isso como leitora que sou, que comprou livros por indicações “maravilhosas” na bienal e se decepcionou muitíssimo).
Eu li 11 capítulos do livro, então vou falar apenas das primeiras impressões que tive com a leitura (que fique claro).
Ensina-me a Amar é a continuação da estória de Nicholas e Ellen, é narrado pela Ellen (diferente do primeiro livro, que é narrado pelo Nick) e inicia após o que acontece no final bombástico do livro um. Deixei expresso (acho que até em letras garrafais) que gostei MUITO do livro um da série Ensina-me, o enredo, para mim, foi sem precedentes, havia desde drama à romance e cenas eróticas (quentíssimas!). Havia amizade, havia ressentimentos, arrependimentos e tudo muito bem interligado para fazer desta uma ótima estória, e no livro um foi assim. Não sei se fui a única, mas (segundo o que lembro) no final do livro 1 me pareceram haver somente duas ligas para puxarem o livro 2: a criança que o Nick conhece na ONG e o acidente da Ellen. Para mim, a questão com a Ada (vaca, pior personagem EVER – depois dos pais do Nick) já estava resolvida, ela tinha ido embora, o Nick já havia perdoado ela, então pensei: OK. Os pais do Nick me pareceram somente terem sido responsáveis, como a Ada e o Mike, pelo que ele se tornou, os quatro fizeram o Nick sofrer de tal forma que ele quase acabou com a própria vida, o mundo dele desabou, mas ele se recuperou, se reergueu e se tornou um homem independente tanto do dinheiro dos pais, quanto da amizade e amor do Mike e da Ada. Pensei: isso também me parece OK. A Ellen tinha o amigo (que amo muito, só pra deixar claro, ele é meu personagem preferido depois do Robert), Asher, e o Nick tinha muito ciúmes dele, o que não mudou, mas no final do livro os dois pareceram ter se resolvido. Nas minhas contas, essa questão também estava OK.
Contudo, no livro dois, descobrimos que não. E vou explicar mais sobre isso, já, já. Agora vamos por partes do livro 2:
Eu quero deixar claro que eu simplesmente me encantei com a sensibilidade verídica com que a autora retratou a dificuldade de um cadeirante, a Thais mostrou que mesmo tendo dinheiro para tornar essa condição menos difícil de se conviver, as dificuldades são enormes e, muitas vezes, não são do conhecimento da sociedade. Achei excepcional ela dar certa ênfase a isso. Foi triste em certos trechos? Sim, mas necessário. Tornou a estória, o que os personagens estavam vivendo e sofrendo, muito mais real.
“- Então não me peça pra agir como se você fosse apenas sexo. Você é mais do que isso. Você é a pessoa mais importante da minha vida. – Ele solta uma longa respiração. – Você é minha vida.”
Eu amei essa parte <3 Nesse pequeno trecho, nesse minuto, o Nick me conquistou um pouco, foi, querendo ou não, algo que apenas reafirmou o amor que ele sente por ela, apesar de tudo o que estava acontecendo. Foi uma prova de amor.
Nas primeiras páginas vemos os problemas de adaptação do casal, Ellen e Nick, vemos o quanto ambos sofrem pelo que aconteceu, tanto pelo acidente quanto pela culpa. Isso eu achei compreensível, mas em determinados momentos admito que o Nick me irritou muitíssimo. Em um dado momento do livro a Ellen o consola pelo que aconteceu a ela(?) Há uma parte também em que ela chega a essa conclusão:
“Ele amadureceu rápido. Acho que a dor faz isso com as pessoas. A vida pode ser bem cruel às vezes; e é doloroso saber que foi assim que o meu Nick se tornou um homem.”
Um fato que não dá pra ser contestado: Nick sofreu muito, sofreu por culpa das pessoas que mais amava, sofreu por perdas e erros que nunca conseguiria mudar. Eu entendo isso, entendo o motivo de ele ter se fechado para o amor, entendo o fato de ele ter sido um cafajeste antes de conhecer e se apaixonar pela Ellen. Realmente entendo. Mas não vejo tanta evolução nele depois de tanta dor, vejo-o mais maduro do que o que ele pareceu antes? sim, mas não vejo a determinação de superar de verdade o que passou, não vejo firmeza ao dizer "não" ou ao se mostrar do lado da Ellen. Em alguns trechos ele parece mais centrado, mais como o homem que eu acho que a dor poderia tê-lo tornado, mas em outras não. Ele é um homem maravilhoso para a Ellen, ama ela, isso não da pra negar porque ele repete toda hora, mas, por culpa dele, os dois não conseguem continuar tão bem quando estão com pessoas como a Ada e os pais dele – sim, eles se reaproximam por causa de umas coisinhas sérias aí. Nicholas não consegue se desligar da Ada, mesmo depois de tanto sofrimento, e, como leitora, isso me irritou muito. Ainda mais porque eu achei que essa estória já estava resolvida, então foi desenterrada, e todos estavam claramente contra o casal (a não ser o avô maravilhoso do Nick, meu terceiro personagem favorito). A Ellen estava se sentindo em desvantagem, estava se sentindo “menos mulher”, e isso é muito compreensível, mas o Nick não percebe que acaba fazendo ela se sentir ainda mais ameaçada pela Ada. Não percebe que por mais que diga que ama a Ellen, ele, por vezes, age como se sentisse falta da Ada.
Vejo a Ellen, sendo mais jovem, ser muito mais estável que ele. Vejo ela sendo muito mais forte também. Ela tem defeitos? Tem. Ela erra muito? Erra. Ela me irritou em algumas partes? Também. Ninguém é perfeito. Ela ser mais jovem não justifica os erros, eu sei, mas vejo ela como a mais.... Como eu poderia dizer? Forte da relação. O Nick tem mais de vinte anos, é um homem, e por vezes parece o mesmo adolescente que sofreu muito por causa dos pais, o mesmo cara que viu na Ada um refúgio da dor que sentia. Em certas partes eu pensei: supera. Nick, a Ellen precisa de ti, seja forte, meu quirido. Em outras: gente, o Nick  vai ficar bem. Parem de fazer ele parecer tão frágil.
Lembro que no livro um o Robert fez uma analogia maravilhosa sobre o Nick e a Ada, como se ela fosse uma droga da qual ele era dependente e da qual estava em abstinência forçada, portanto, não havia se recuperado. Eu amei. Lembro disso até hoje porque realmente concordo. Nick precisa se desintoxicar dessa droga, mas a Ellen não pode fazer isso por ele, ninguém pode. Ellen é namorada dele, claro que pode ajudá-lo, consolá-lo, pode sofrer por ele, pode tentar confortá-lo sempre, mas em algumas partes senti como se ela fosse irmã mais velha dele, e não namorada. Em alguns momentos eu pensei que o Asher seria um homem melhor para ela, mesmo que o Nick, em certas falas, me conquiste, talvez por causa da aproximação do Ash e da Ellen, um lado meu passou a shipá-los. Sim, gosto do Asher (embora ele também tenha os momentos dele). (ME JULGUEM!)
No decorrer das páginas também há uma quantidade grande de segredos e omissões por parte dos dois. Você percebe e pensa: “Cara, isso não vai prestar”. E algumas omissões são bem desnecessárias, eles poderiam contar um ao outro de boas, mas escondem, não conversam direito, resolvem tudo com sexo (deixam de lado, na verdade). Sabe quando tu tens certeza de que esse acumulo de coisas vai resultar numa briga feia? Me senti assim ao ler.
Há também um detalhe que me chamou atenção (e entristeceu!), o Robert não aparece muito (claro, sei que ele é melhor amigo do Nick e o livro 2 é narrado pela Ellen, isso restringe um pouco o aparecimento dele no livro, mas ele é meu personagem preferido da série, senti falta. Respeita, tá?). E no capítulo 10 e 11 descobrimos uma coisa que me fez ficar ainda mais triste. Mas não vou contar porque seria muito spoiler e já dei muitos. Leia e descubra.


O que espera da conclusão do livro? Espero muitos forninhos caindo, espero que os personagens principais, com tudo o que está prestes a acontecer (que não é difícil de se imaginar depois de tantas omissões), faça com que eles amadureçam, tanto como pessoas, quanto como casal. Espero mais objetividade deles, da estória e mais maturidade pra lidar com as discussões que precisam sim existir. Eles são jovens, nenhum deles teve um relacionamento como o que tem agora, precisam aprender juntos e espero isso. Ah claro, espero outro final bombástico para dar o impulso do livro 3. Sou uma leitora péssima, li as últimas falas da última página (RESPEITA MEU MOMENTO CURIOSIDADE MASTER, OBRIGADA!) e já estou com o core apertado. Preparando os forninhos, porque sim, eles vão cair.
Enfim! Essas são minhas primeiras impressões! Em breve postarem a resenha completa!


Beijos *----*

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Resenha Periguete Apaixonada - Kamila Cavalcante

|
Resenha – Periguete Apaixonada
Título: Periguete Apaixonada
Autora: Kamila Cavalcante
Editora: Nix
Número de Páginas: 366
Skoob: AQUI
Compra: AMAZON (E-BOOK) EDITORA NIX (FÍSICO)
***

Oiiiii, gente!!! Voltei! (AMÉM!)
Hoje teremos resenha de mais um livro nacional! Eu comecei a lê-lo no wattpad, mas esperei o físico para concluir a leitura! Haha

***
SINOPSE:“Maria Fernanda é uma periguete assumida que vive se metendo em confusões. Short curto e batom vermelho são sua marca registrada. Por onde passa, seu corpo, seu bom humor e loucura chamam atenção. Sempre animada e sem se importar com o que os outros pensam, Mafê é dona do próprio nariz. Contrariando o que todos acham, ela é uma eterna romântica que está à procura do verdadeiro amor sem deixar de se divertir, obviamente.
Carlos Eduardo é um dos maiores chefões do tráfico na capital Rio Azul. Comanda a favela Bela Flor onde vive em quase harmonia. Apesar de ser um homem violento, ter problemas com a polícia e com a justiça, Cadu, como é conhecido, é um homem venerado pela maior parte da comunidade e respeitado por muitos na cidade. Cadu é centrado e sempre coloca o trabalho acima de quase tudo. Ele não confia em mulher alguma e segundo ele, elas só servem de passatempo. Pegou, desapegou. Esse é o seu lema com elas.
Mafê vai enxergar em Cadu o homem perfeito para se apaixonar e vai encarar o desafio de fazer com que ele se apaixone por ela.
Embarque nessa aventura com o pessoal da Bela Flor e descubra se, e como, Mafê vai conseguir essa proeza, mas para isso: Liberte seu lado romântico. Liberte sua periguete interior.”

Eu preciso começar falando da capa, porque gente, eu A-M-O a capa desse livro!!!! Ela não poderia ser mais a “cara” da estória. São a Mafê e o Cadu ali! Não há como negar!
Outro ponto forte nessa primeira edição física foi a diagramação, que também achei linda! A editora teve todo o cuidado de produzir um exemplar que estivesse de acordo com a estória, os detalhes da capa e do miolo do livro são prova disso! Adorei!
Um ponto que, infelizmente, deixou um pouco a desejar foi a revisão, mas não é nada que incomode muito a leitura (é que eu sou insuportável mesmo K), como gosto de resenhas verdadeiras, claro que acho válido dizer isso.
Agora vamos à estória, quem não sabe, eu já fiz um post de “Primeiras Impressões” desse livro, quem ainda não leu, clique (AQUI) - sugiro que leia esse post antes da resenha.
Eu já deixei claro que tenho um fraco por chick-lit, né? A mistura de comédia e romance me cativa e, com este livro não foi diferente! Aqui conheceremos Mafê (Maria Fernanda) e Cadu (Carlos Eduardo). Tudo se passa em um estado criado pela autora, mais precisamente na favela Bela Flor, da capital Rio Azul. Então, se você curte uma estória romântica, regada a confusão e sensualidade, você precisa ler esse livro!
O enredo em si é original, sem precedentes e te arrebata de uma forma inexplicável para dentro dele, porque você consegue capturar a essência dos personagens principais e, além disso, por mais que sejam opostos e naturalmente (mesmo que não saibam) um esteja contra o outro (e você entende isso, você concorda com a posição da Mafê em relação à criminosos, e está ciente de que o Cadu não poderia agir de forma diferente ao que ela é – e não estou falando do fato de ser uma periguete), mas como se afastar quando acredita que encontrou o homem da sua vida? Como resistir quando uma mulher, pela qual se está louco, te provoca e seduz como nenhuma outra jamais conseguiu? Mesmo sendo uma louca que só arranja confusão? ~risos~
Na metade do livro você percebe que Mafê não é completamente doida por querer conquistar um homem que mal conhece (não tanto, pelo menos), como você acreditava, ela tem um objetivo! E pretende alcançá-lo, nem que pra isso precise deixar esse homem completamente louco (por ela, calma!)! O que ela não sabe é que terá que travar uma batalha em si por causa dessa decisão, ficará em um impasse entre fazer o que seu coração diz (e não desistir do homem que aprendeu a amar) ou seguir seu bom senso, a razão que lhe lembra que foi ensinada a odiar homens como ele, e se afastar. Por outro lado, não muito diferente, Cadu (sem perceber) já foi sabotado por si mesmo, pois, por mais que queira e tente, ele não consegue se afastar.
“Droga, o que eu to dizendo? Ela própria disse que sou bandido e que queria ficar longe de mim. O problema é que, assim como ela, eu já não consigo ficar longe. Quero ela pra mim.”
Dividida entre o que acha certo e o que não suportaria perder, Mafê cede momentaneamente, tanto porque já sabe que aquele homem a ama quanto porque (como Cadu mesmo já concordou) ele será sua cobaia (o que fica implícito na verdade é um desafio feito por ele, em que ela – como queria desde o início – teria que fazê-lo se apaixonar). Mas não pense que são apenas os personagens a ficarem divididos, porque nós, leitores, também ficamos! Pois você shippa o casal, você quer que eles fiquem juntos e, ao mesmo tempo, não vê como isso possa acontecer, não vê como você (estando no lugar na Mafê) decidiria por ficar com o Cadu, porque ela pode amá-lo loucamente, mas o amor não faz dele menos responsável pelo tráfico daquela cidade, tampouco pelas vidas que estraga por isso.
“ Tu não tem que fazer eu me apaixonar por ti? – ela confirma com a cabeça. – Então faz, ué. Faz eu me apaixonar por tu. O que nós tem pra perder? Namora comigo.”
Gente, o Cadu não é aquele traficante cruel e desumano e, por mais que isso não diminua o que ele faz, nem o que ele é – traficante – te faz gostar menos dele em determinados momentos. Em algumas páginas, isso traz um pouco de inconsistência ao enredo porque você não espera que um traficante seja como ele, mas quem garante? Que mesmo fazendo algo errado, ruim para a sociedade, eles não possam ser, em determinadas situações, como homens “normais” que também experimentam alguns sentimentos bons, mesmo que tenham feito decisões errôneas por um passado difícil e doloroso? Quem garante que não poderiam mudar, se tornar pessoas melhores (por mais difícil que isso seja na sociedade em que vivemos)?
O final foi surpreendente, eu não esperava os acontecimentos que se sucederam a partir do capítulo 24, tampouco que (depois de todos os preconceitos que os dois enfrentaram para ficar juntos, para admitirem pra eles mesmos, se amarem) eles tivessem atitudes tão estúpidas e pensamentos tão incoerentes. Eu, particularmente, não perdoaria a atitude do Cadu, por mais que sofresse por não voltar com ele, por mais que soubesse que ele me amava e que se arrependia amargamente por ter sido fraco, a traição (com a certeza de quem tem um coração aquariano e orgulhoso) doeria muito mais, mas a Mafê é a Mafê, ela também passou por uns momentos bem ruins, teve que tomar decisões muito difíceis, teve que escolher pelo bem das pessoas que amava e, depois que tudo isso passou, claro que ela continuaria abalada, que um erro do Cadu não seria um empecilho tão grande para ela enfrentar quanto tudo o que já tinha passado para estar com ele.
Os últimos capítulos me deixaram com uma sensação de “sim, isso é apenas um livro. Na vida real as possibilidades de metade dessas coisas acontecerem são quase nulas”, e é um contraste tão grande com o início, com a familiaridade que você tem no começo do livro, porque no início você pensa “Cara, isso ta acontecendo mesmo. Eu conheço uma Mafê, eu tenho amigas que falam como a Mafê, eu sou quase tão louca quanto ela”. Ainda não sei dizer se isso é bom ou ruim. Porque, OBVIO, você sabe que é um livro, mas está tão envolvido que quando perde um pouco do que te identifica com a estória, tu acorda pra realidade. De qualquer forma, para a conclusão de um chick-lit que se preze, ao menos eu não enxergaria um final satisfatório melhor que o que teve (não com minhas expectativas sobre o Cadu).
Enfim, acho que é isso! Eu gostei do livro, da leveza com que a autora escreve, da originalidade da estória e do casal diferente e divertido! Recomendo a leitura para quem, como eu, se deixa envolver facilmente pelo encanto de uma comédia romântica (e, por mais frio que seu signo seja, não deixa de sorrir feito boba, é claro!)
É isso, até a próxima! <3

Beijos da Mary!

sábado, 10 de setembro de 2016

Resenha: A Redenção de Um Lorde Libertino

|
 A Redenção de Um Lorde LibertinoElissande Tenebrarh
Spin Off da Série Novos Contos de Fadas
SINOPSE:
Lorde Matthew Cheeven tinha tudo milimetricamente arquitetado.
Nada daria errado.
Iria raptar a noiva de seu pior inimigo bem no dia do casamento.
Ele tinha a situação sob controle.
Deixaria a jovem em uma casa abandonada sob seus cuidados até que sua vingança estivesse completa, e então a libertaria.
A estratégia era boa, porém, o que o nobre cavalheiro não esperava era que sua cativa não se opusesse tanto ao rapto, muito menos que fosse tão terrivelmente bem, doce e sedutora e que lhe causaria efeitos tão impróprios.
Entre a vingança e o desejo, o que o bom lorde deve escolher?

Então, esse é o segundo livro da Elissande que eu leio e resenho aqui no blog. Leia a resenha de O Pecado de Emerlly (AQUI). A escrita da Elissande é simples e instigante, as páginas desse livro passaram voando automaticamente enquanto eu o lia. Apesar de uns pequenos detalhes que mencionarei mais à frente, eu adorei a leitura. Foi realmente gratificante.
O pequeno conto nos apresenta Matthew, já no início do livro, com seu plano completamente arquitetado e prestes a ser colocado em prática. Ele é esperto, extremamente sério, reservado e também um incorrigível libertino! Passei boa parte do livro sem compreender o motivo de ele querer tão convictamente se vingar do lorde Spender, noivo da nossa mocinha, mas isso, embora não com a atenção que deveria (por ser um ponto primordial da estória) foi explicado da metade do livro para o final.
No livro temos o conhecimento do que se passa nas mentes dos dois personagens principais e eu realmente gostei disso, afinal, saber o que eles pensam e como se sentem em relação às atitudes do outro é sempre bem vindo e nos ajuda muito no entendimento da trama e, principalmente, nas razões que ambos têm para agir de determinada maneira diante de cada situação apresentada.
Clarissa é uma das melhores mocinhas que lembro de já ter encontrado em um livro! Bem humorada, divertida, sincera, espontânea e, apesar do que a sociedade julga, linda. Ela não se deixa abalar pelas criticas vindas dos outros, está de bem com ela mesma e seu corpo, apesar de certas vezes tentar agradar a mãe e se submeter a um regime para diminuir suas medidas. Ela é impelida a se casar com Lorde Spender (um velho caquético e insuportável, que não aparece no livro, mas que odiamos) para ajudar a mãe e o irmão. Clarissa também sente que, por estar acima do peso, aquele foi realmente o casamento mais proveitoso que sua mãe e tia poderiam lhe arranjar, mas ela nem imagina o que o destino reservou para ela.
Ser sequestrada, no dia do casamento era quase como ser salva de um matrimônio que não queria e acreditava que não conseguiria suportar também! Contudo, o sequestrador se surpreendeu ainda mais que ela.
Matthew não acreditava conseguir lidar com Clarissa, pois ela o enlouquecia e cativava mais a cada dia que passavam juntos na cabana para a qual a levou. Em poucos dias, ele aprendeu a admira-la, compreendê-la, sentiu empatia e admitiu também começar a se sentir atraído por ela. O que era terrivelmente errado, afinal, ela era um meio para chegar à um fim! Tudo o que Matthew queria era se vingar e estava prestes a concluir essa vingança, se não fosse vencido pela mulher e os desejos primitivos que o tomavam.
Um erro poderia ser até compreensível, mas dois não! Raptá-la e mantê-la a salvo por determinado período de tempo era o que precisava fazer, Clarissa se mostrou até mesmo satisfeita com essa possibilidade (embora também estivesse ciente de que seu futuro ao fim daqueles dias como cativa, era incerto), após conhecê-lo e compreender parte dos motivos que o levaram àquela atitude desesperada, ela percebeu que não queria se afastar dele. Mas então por que, contrariando o plano perfeito, ele decidiu tê-la para si? Por que ela aceitou?
Apesar destas questões, a pergunta realmente pertinente era: O que ambos fariam agora?
Devolvê-la à sua família era errado, levá-la consigo também, casar-se poderia ser o mais difícil, mas a única opção válida e honrada a ser tomada, se Clarissa não tivesse (a seu ver) bons motivos para recusar essa proposta.
Como eu disse, adorei o livro, a estória dos dois é simples, mas vale a leitura: é divertida, apaixonante. O livro é pequeno, direto, mas não pareceu ser apressado demais (embora eu ache que a decisão de se entregarem, que eles tomaram após um episódio no lago, tenha sido abrupta já que Matthew estava decidido e convicto de que se manteria longe e rapidamente, após salvá-la, mudou de ideia).
Eu não li os outros livros dessa nova Série da Elissande e talvez por isso não tenha compreendido tanto quanto poderia as questões que envolviam o desejo de vingança do Matthew, porém, espero ter a oportunidade de ler os outros livros em breve.
Sou suspeita para falar da capa, pois tive o prazer de opinar nela, ainda que tenha sugerido algo diferente, gostei do resultado final tanto no exemplar físico quanto no ebook. É muito a cara do livro e agora sei disso!
Enfim, é isso, recomendo a leitura para quem gosta de um bom romance de época, pois este tem todos os temperos certos para fazer uma amante desse tipo de literatura se apaixonar e se encantar!
Até o próximo!
Beijos da Mary!







sexta-feira, 15 de julho de 2016

Primeiras Impressões: Periguete Apaixonada - Kamila Cavalcante

|

Olá, amores! Tudo bem?! (espero que sim!)
Então, hoje eu vim com mais um post de primeiras impressões de um livro nacional! O lançamento dele é hoje na Amazon, quem quiser dar uma olhada, basta acessar o link: AQUI
SINOPSE:
“Maria Fernanda é uma periguete assumida que vive se metendo em confusões. Short curto e batom vermelho são sua marca registrada. Por onde passa, seu corpo, seu bom humor e loucura chamam atenção. Sempre animada e sem se importar com o que os outros pensam, Mafê é dona do próprio nariz. Contrariando o que todos acham, ela é uma eterna romântica que está à procura do verdadeiro amor sem deixar de se divertir, obviamente.
Carlos Eduardo é um dos maiores chefões do tráfico na capital Rio Azul. Comanda a favela Bela Flor onde vive em quase harmonia. Apesar de ser um homem violento, ter problemas com a polícia e com a justiça, Cadu, como é conhecido, é um homem venerado pela maior parte da comunidade e respeitado por muitos na cidade. Cadu é centrado e sempre coloca o trabalho acima de quase tudo. Ele não confia em mulher alguma e segundo ele, elas só servem de passatempo. Pegou, desapegou. Esse é o seu lema com elas.
Mafê vai enxergar em Cadu o homem perfeito para se apaixonar e vai encarar o desafio de fazer com que ele se apaixone por ela.
Embarque nessa aventura com o pessoal da Bela Flor e descubra se, e como, Mafê vai conseguir essa proeza, mas para isso: Liberte seu lado romântico. Liberte sua periguete interior.”
Primeiramente, eu gostaria de falar do título do livro, pois, original, acima de qualquer coisa, o define! Tenho certeza absoluta que nunca vi um livro com esse título e ele, definitivamente, assim como a sinopse e a capa, é MUITO a cara da estória.
Durante a semana passada, no Insta do blog e em um grupo do whatsapp eu falei muito sobre o livro com algumas pessoas e a reação de muitas delas foi tipo: “SÉRIO QUE EXISTE UM LIVRO UM ESSE TÍTULO? KKK”
Portanto, eu quero lembrar que preconceito literário (por causa de gênero/capa/título) é feio, você está julgando algo que sequer conhece ainda (e nem mesmo conhecer, te dá o direito de julgar. Respeito acima de tudo, ok?!) Claro que há gostos e gostos (como diz minha ex instrutora: gosto é igual pescoço, todo mundo tem o seu) e apenas você sabe o que te agr biada numa leitura e o que não agrada, mas julgar e criticar de forma tão pejorativa é inaceitável. Sim, a personagem é uma periguete, mas seu preconceito quer dizer o quê? Que elas não se apaixonam ou que não devem ser personagens principais de um livro? Ou o título não pode ser original assim? Fala sério! Seja menos preconceituoso, a sociedade (principalmente a literária) agradece.

Agora sim, sobre o livro em si:
Gente, é um chick-lit simplesmente inédito e absolutamente incomum, por isso, desde os primeiros capítulos, ele me prendeu de uma forma que somente os livros da Sophie Kinsella conseguiram fazer. As escritas, óbvio, são divergentes, afinal, todo autor tem seu jeito todo especial de escrever, mas a escrita da Kamila é direta e traz muito nacionalismo e até gírias que dão uma verdade incontestável a estória. Tipo, você pensa: eu acho que conheço uma Maria Fernanda (personagem principal do livro), tenho certeza que conheço. E sabe por que? Porque ela tem a essência da mulher brasileira, não é como a maioria das personagens, Mafê tem a sua originalidade como a sua maior qualidade: é divertida, sem papas na língua, linda, sabe o que quer e não vê obstáculos suficientes para impedi-la de conseguir isso. Ela é muito julgada, principalmente pelos homens (que acreditam que podem tratá-la como lixo), mas ela não deixa de ser quem realmente é e todos que a conhecem de verdade, gostam dela exatamente por isso: por ser verdadeira e não se deixar abalar pelo preconceito dos outros.
Conceito de Piriguete
“ Piriguetes são as mulheres independentes e liberais, que procuram ter várias relações sexuais sem estabelecer um critério muito assertivo para suas escolhas.
[...]
Uma das características populares das piriguetes é que elas não se apegam emocionalmente aos seus parceiros com facilidade, pois não estão à procura de um relacionamento duradouro.” (fonte: www.significados.com.br)
Para Mafê, se ter uma vida sexual liberal, ser independente (financeiramente e emocionalmente) de qualquer homem e não se importar com a opinião alheia faz dela uma “periguete”, ela não se importa minimamente com isso. E eu a admiro por isso, porque é uma escolha dela, ela é livre para escolher o que quiser e conseguir deixar de lado as ofensas e o preconceito ridículo da sociedade, não é fácil e nunca foi.
O livro se passa em uma cidade criada pela autora, em Rio Azul, numa favela chamada Bela Flor, é narrado pelo ponto de vista dos personagens principais, da Maria Fernanda e Carlos Eduardo (Mafê e Cadu, respectivamente), algo que eu realmente gostei já que assim podemos saber exatamente como cada um deles se sente e até o que pensam durante cada página do livro. As doses de humor colocadas, embora às vezes com certo exagero – o que deixou alguns trechos forçados – são um diferencial em um enredo que poderia ser somente mais um romance entre tantos. Não sei explicar, mas o toque cômico dentro de um romance entre uma periguete e um chefe do tráfico de um morro, não ficou estranho, talvez isso seja porque esse humor combina perfeitamente com a personalidade distinta da Mafê, em contrapartida, um ponto que em alguns trechos, mesmo sendo ficção, não conseguiu me convencer, foi o fato do Cadu (sendo um chefe do tráfico), por mais peculiar que seja, também ter seus momentos de humor, assim como alguns personagens que “trabalham” com ele. Não é que tenham sido todos os trechos, porque muitos me fizeram sim rir, ou que isso jamais pudesse acontecer, já que existem pessoas atrapalhadas em cada canto do mundo, mas talvez eu tenha sentido falta do homem de má índole, do perigoso, inescrupuloso e malvado, que sabemos que um “bandido” realmente “tem” que ser (o chefe de tráfico de um morro, mais precisamente), mas não há muito disso. Sim, também percebemos que o Cadu não segue o estereótipo que eu descrevi acima, ele, embora de algumas pessoas goste de ter o medo, prefere ter o respeito da maioria.
Eu li treze capítulos até agora e já percebi que há alguns segredos e detalhes em relação aos motivos de Mafê para ir morar na comunidade, também há a ansiedade de ver os dois finalmente juntos e, durante esses capítulos, você percebe que os personagens principais ainda enfrentarão alguns percalços por causa de escolhas erradas e algumas omissões que fizeram também, então em você o que resta é a vontade (cada vez maior) de descobrir qual será o desfecho da estória, o que fará duas pessoas tão diferentes ficarem juntas? Quando chegar a hora de descobrir a verdade sobre o que os dois realmente são, como eles reagirão?
Então, o que posso dizer para finalizar, é que estou ávida por concluir a leitura e, embora ainda não a tenha concluído, eu já recomendo para quem gosta de um romance simples, com boas doses de humor e até algumas cenas um pouco sensuais.
Periguete Apaixonada, logo nas primeiras páginas, me conquistou por sua peculiaridade, originalidade, senso de humor e, claro, pela escrita leve e simples. Definitivamente preciso de mais.