quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Resenha Periguete Apaixonada - Kamila Cavalcante

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Resenha – Periguete Apaixonada
Título: Periguete Apaixonada
Autora: Kamila Cavalcante
Editora: Nix
Número de Páginas: 366
Skoob: AQUI
Compra: AMAZON (E-BOOK) EDITORA NIX (FÍSICO)
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Oiiiii, gente!!! Voltei! (AMÉM!)
Hoje teremos resenha de mais um livro nacional! Eu comecei a lê-lo no wattpad, mas esperei o físico para concluir a leitura! Haha

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SINOPSE:“Maria Fernanda é uma periguete assumida que vive se metendo em confusões. Short curto e batom vermelho são sua marca registrada. Por onde passa, seu corpo, seu bom humor e loucura chamam atenção. Sempre animada e sem se importar com o que os outros pensam, Mafê é dona do próprio nariz. Contrariando o que todos acham, ela é uma eterna romântica que está à procura do verdadeiro amor sem deixar de se divertir, obviamente.
Carlos Eduardo é um dos maiores chefões do tráfico na capital Rio Azul. Comanda a favela Bela Flor onde vive em quase harmonia. Apesar de ser um homem violento, ter problemas com a polícia e com a justiça, Cadu, como é conhecido, é um homem venerado pela maior parte da comunidade e respeitado por muitos na cidade. Cadu é centrado e sempre coloca o trabalho acima de quase tudo. Ele não confia em mulher alguma e segundo ele, elas só servem de passatempo. Pegou, desapegou. Esse é o seu lema com elas.
Mafê vai enxergar em Cadu o homem perfeito para se apaixonar e vai encarar o desafio de fazer com que ele se apaixone por ela.
Embarque nessa aventura com o pessoal da Bela Flor e descubra se, e como, Mafê vai conseguir essa proeza, mas para isso: Liberte seu lado romântico. Liberte sua periguete interior.”

Eu preciso começar falando da capa, porque gente, eu A-M-O a capa desse livro!!!! Ela não poderia ser mais a “cara” da estória. São a Mafê e o Cadu ali! Não há como negar!
Outro ponto forte nessa primeira edição física foi a diagramação, que também achei linda! A editora teve todo o cuidado de produzir um exemplar que estivesse de acordo com a estória, os detalhes da capa e do miolo do livro são prova disso! Adorei!
Um ponto que, infelizmente, deixou um pouco a desejar foi a revisão, mas não é nada que incomode muito a leitura (é que eu sou insuportável mesmo K), como gosto de resenhas verdadeiras, claro que acho válido dizer isso.
Agora vamos à estória, quem não sabe, eu já fiz um post de “Primeiras Impressões” desse livro, quem ainda não leu, clique (AQUI) - sugiro que leia esse post antes da resenha.
Eu já deixei claro que tenho um fraco por chick-lit, né? A mistura de comédia e romance me cativa e, com este livro não foi diferente! Aqui conheceremos Mafê (Maria Fernanda) e Cadu (Carlos Eduardo). Tudo se passa em um estado criado pela autora, mais precisamente na favela Bela Flor, da capital Rio Azul. Então, se você curte uma estória romântica, regada a confusão e sensualidade, você precisa ler esse livro!
O enredo em si é original, sem precedentes e te arrebata de uma forma inexplicável para dentro dele, porque você consegue capturar a essência dos personagens principais e, além disso, por mais que sejam opostos e naturalmente (mesmo que não saibam) um esteja contra o outro (e você entende isso, você concorda com a posição da Mafê em relação à criminosos, e está ciente de que o Cadu não poderia agir de forma diferente ao que ela é – e não estou falando do fato de ser uma periguete), mas como se afastar quando acredita que encontrou o homem da sua vida? Como resistir quando uma mulher, pela qual se está louco, te provoca e seduz como nenhuma outra jamais conseguiu? Mesmo sendo uma louca que só arranja confusão? ~risos~
Na metade do livro você percebe que Mafê não é completamente doida por querer conquistar um homem que mal conhece (não tanto, pelo menos), como você acreditava, ela tem um objetivo! E pretende alcançá-lo, nem que pra isso precise deixar esse homem completamente louco (por ela, calma!)! O que ela não sabe é que terá que travar uma batalha em si por causa dessa decisão, ficará em um impasse entre fazer o que seu coração diz (e não desistir do homem que aprendeu a amar) ou seguir seu bom senso, a razão que lhe lembra que foi ensinada a odiar homens como ele, e se afastar. Por outro lado, não muito diferente, Cadu (sem perceber) já foi sabotado por si mesmo, pois, por mais que queira e tente, ele não consegue se afastar.
“Droga, o que eu to dizendo? Ela própria disse que sou bandido e que queria ficar longe de mim. O problema é que, assim como ela, eu já não consigo ficar longe. Quero ela pra mim.”
Dividida entre o que acha certo e o que não suportaria perder, Mafê cede momentaneamente, tanto porque já sabe que aquele homem a ama quanto porque (como Cadu mesmo já concordou) ele será sua cobaia (o que fica implícito na verdade é um desafio feito por ele, em que ela – como queria desde o início – teria que fazê-lo se apaixonar). Mas não pense que são apenas os personagens a ficarem divididos, porque nós, leitores, também ficamos! Pois você shippa o casal, você quer que eles fiquem juntos e, ao mesmo tempo, não vê como isso possa acontecer, não vê como você (estando no lugar na Mafê) decidiria por ficar com o Cadu, porque ela pode amá-lo loucamente, mas o amor não faz dele menos responsável pelo tráfico daquela cidade, tampouco pelas vidas que estraga por isso.
“ Tu não tem que fazer eu me apaixonar por ti? – ela confirma com a cabeça. – Então faz, ué. Faz eu me apaixonar por tu. O que nós tem pra perder? Namora comigo.”
Gente, o Cadu não é aquele traficante cruel e desumano e, por mais que isso não diminua o que ele faz, nem o que ele é – traficante – te faz gostar menos dele em determinados momentos. Em algumas páginas, isso traz um pouco de inconsistência ao enredo porque você não espera que um traficante seja como ele, mas quem garante? Que mesmo fazendo algo errado, ruim para a sociedade, eles não possam ser, em determinadas situações, como homens “normais” que também experimentam alguns sentimentos bons, mesmo que tenham feito decisões errôneas por um passado difícil e doloroso? Quem garante que não poderiam mudar, se tornar pessoas melhores (por mais difícil que isso seja na sociedade em que vivemos)?
O final foi surpreendente, eu não esperava os acontecimentos que se sucederam a partir do capítulo 24, tampouco que (depois de todos os preconceitos que os dois enfrentaram para ficar juntos, para admitirem pra eles mesmos, se amarem) eles tivessem atitudes tão estúpidas e pensamentos tão incoerentes. Eu, particularmente, não perdoaria a atitude do Cadu, por mais que sofresse por não voltar com ele, por mais que soubesse que ele me amava e que se arrependia amargamente por ter sido fraco, a traição (com a certeza de quem tem um coração aquariano e orgulhoso) doeria muito mais, mas a Mafê é a Mafê, ela também passou por uns momentos bem ruins, teve que tomar decisões muito difíceis, teve que escolher pelo bem das pessoas que amava e, depois que tudo isso passou, claro que ela continuaria abalada, que um erro do Cadu não seria um empecilho tão grande para ela enfrentar quanto tudo o que já tinha passado para estar com ele.
Os últimos capítulos me deixaram com uma sensação de “sim, isso é apenas um livro. Na vida real as possibilidades de metade dessas coisas acontecerem são quase nulas”, e é um contraste tão grande com o início, com a familiaridade que você tem no começo do livro, porque no início você pensa “Cara, isso ta acontecendo mesmo. Eu conheço uma Mafê, eu tenho amigas que falam como a Mafê, eu sou quase tão louca quanto ela”. Ainda não sei dizer se isso é bom ou ruim. Porque, OBVIO, você sabe que é um livro, mas está tão envolvido que quando perde um pouco do que te identifica com a estória, tu acorda pra realidade. De qualquer forma, para a conclusão de um chick-lit que se preze, ao menos eu não enxergaria um final satisfatório melhor que o que teve (não com minhas expectativas sobre o Cadu).
Enfim, acho que é isso! Eu gostei do livro, da leveza com que a autora escreve, da originalidade da estória e do casal diferente e divertido! Recomendo a leitura para quem, como eu, se deixa envolver facilmente pelo encanto de uma comédia romântica (e, por mais frio que seu signo seja, não deixa de sorrir feito boba, é claro!)
É isso, até a próxima! <3

Beijos da Mary!

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