Título: Montanha da Lua
Autora: Mari Scotti
Número de páginas: 249
páginas.
Terceira resenha de um livro
nacional!! Hahaah espero que gostem deste livro tanto quanto eu. ><
Este, sem dúvida, foi um dos
romances de época que mais me emocionou e me divertiu nas poucas horas que
demorei para lê-lo.
Primeiramente eu gostaria de
dizer que este livro me surpreendeu muito e de muitas maneiras. A capa me
deixou maravilhada, por mais que eu achasse que não teria nada a ver com a
estória, ela tem e muito!
Ao ler a sinopse eu tive
algo como um presságio do que viria junto à leitura: bruxos que rogam maldições à casais apaixonados que tentarão incansavelmente
descobrir uma forma de quebrar a maldição para viverem felizes para sempre.
Me enganei completamente.
Não há bruxos. E eles não
tentarão quebrar a maldição para viverem “felizes
para sempre”. – agradeci muito por isso, porque essa foi uma surpresa que
me agradou! Amo quando percebo que me enganei sobre a estória e ela acaba por
me deixar boquiaberta.
Acho bem ressaltar o que senti
a cada página e com o decorrer dos acontecimentos e revelações:
Sobre Octávio Hallinson
Segundo, o personagem principal, eu basicamente mantive os seguintes
sentimentos por ele: repulsa – no começo,
devido à estranheza e falta de bons modos -, incompreensão – por não entender o que o fazia ter atitudes
controversas e contrárias ao que aparentava, para Mical, sentir. Um tipo,
louco e inconstante, amor pelo jeito OGRO bruto e impiedoso dele, além
de raiva pela insistência, quase que absurda, dele em manter sua sina, e tudo o
que a envolve, para si mesmo. Deixando nossa querida e impertinente DIVA
Mical às escuras sobre seus sentimentos e medos. Eu quis de verdade que ela
ficasse com raiva dele, raiva à ponto de deixa-lo no impasse de decidir se
queria ou não ficar com ela, mas quando ela o fez eu desabei em lágrimas
enquanto sussurrava “coitado do meu ogro,
meu Deus.” E segundos depois me recuperava e respirava fundo antes de dizer
“ele merece. Foi muito idiota. Tem que
sofrer mesmo”.
Sim, esse livro me deixou um
pouco sentimental e mais louca que o normal.
Sobre Mical Baudelaire Nashgan,
a mocinha, – completamente contrária ao que estamos acostumados a ver - eu não
tive tanta inconstância sobre as atitudes dela. Senti simplesmente empatia por
ela, por ser tão independente e forte, e, chegando ao final do livro, fúria por
ter colocado seu amor acima da atitude temerosa de Octávio. Mas isso logo
passou e comecei a ficar triste pelo sofrimento – às vezes um pouco excessivo
eu diria, para uma mulher que mesmo com dor latente no peito pelo abandono, continuava
tão forte perante a todos.
A estória é narrada por
Mical, mas algo que definitivamente adorei, foi o fato do livro ter alguns
capítulos spin off de personagens da
estória. Eles foram ótimos para o entendimento perfeito do enredo e, mais uma
vez, me surpreendi ao ver que a estória era muito mais que Octávio e Mical.
Adorei, e sofri, ao ler o ponto de vista de Antonieta. E mesmo que em certos
momentos tenha sentido uma fúria incontida por Octávio, amei as partes narradas
por ele, pois elas serviram para que nós leitores entendêssemos os sentimentos
dele em relação à Mical e, principalmente, à sina a que sua família fora
amaldiçoada.
Também admito que, por mais
que tenha entendido o quanto ele sofreu e ainda sofria pelas perdas em sua vida
decorrentes daquela suposta maldição, eu esperei uma reação mais rápida do
homem bruto, do ogro que me conquistou depois de algumas páginas, para acabar
com seu sofrimento e de sua amada. Foi preciso que nossa mocinha agisse para
tentar convencê-lo a contrariar os ensinamentos de seu pai.
Sério, a Mical foi uma diva
e tive um momento em que parei a leitura para parabeniza-la por não se deixar
vencer em uma sociedade machista e extremamente conservadora. Ela fez o que seu
coração mandou todas as vezes que ele lhe pediu, mas não hesitou em ignorar
seus sentimentos pelo homem que queria quando teve que fazer uma escolha que não
somente a afetaria. Uma escolha que poderia ter consequências no futuro de
alguém que ama tanto, se não mais, que a Octávio.
Ah! Os personagens
coadjuvantes me conquistaram!! Principalmente o Anthony! Ele e sua esposa,
Ambrosia, tiveram GRANDE importância para o desfecho da estória e, claro,
para mostrar ao nosso casal que não mereciam uma vida distante do amor de suas
vidas. – e definitivamente não por uma maldição que fora supostamente passada
de pai para filho na família Hallinson.
Cara, eu juro que queria
falar da estória, mas senti tantas coisas lendo esse livro que meio que ficou
impossível.
A estória é linda e adorei a
divergência que encontrei nos personagens – tanto nos principais quanto os
secundários. -, do que estamos acostumados a ler. O enredo pareceu ter sido
milimetricamente planejado e não deixou lacunas á serem respondidas. O final,
ah o final, me fez chorar e sorrir e... Enfim, só lendo para saber!
Definitivamente amei!
Recomendo para quem gosta de bons romances regados a segredos e uma pitada de
drama. – e até cenas mais íntimas do casal.
Leia um trecho abaixo:






Ai gente, to emocionada com essa resenha! Obrigada Mariely! Você leu tão rápido!!
ResponderExcluirTambém amo nosso ogro medroso e rabugento! Foi um dos personagens que mais amei escrever e as cenas narradas por ele foram as que foram mais fáceis de escrever. Ele é intenso, único... sou apaixonada por ele hahaha.
Obrigada por tanto amor com meus personagens <3 Anthony e Ambrosia são meus preferidos também e Mical mesmo sendo tão passiva com certas coisas AUHUAHA.
Espero que goste dos próximos Hallinsons também.
Beijão, Mari Scotti
Mari!! <3
ExcluirFicou tão feliz que tenhas gostado!!
Depois que comecei a ler, não consegui mais parar! kkkkkkk
Nosso Ogro. <3 :3
Você é apaixonada? Somos duas então! hahahaahaha
Ah, eu gostei da Mical!! Mesmo que ela tenha me estressado em algumas partes...kkkkk
Aguardo ansiosamente os próximos Hallinson's. ^_^ <3
Obrigada por escrever este livro tão lindo!! Mais uma vez, parabéns. ;)
Beijos. *-*