sábado, 26 de dezembro de 2015

Conto - Natal com O Professor

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Olá, amoras e amores!
Esta postagem será sobre uma das minhas estórias. >< :D
Ano passado eu escrevi um conto de um casal safadinho (como diria uma amiga) e este conto, com apenas um capítulo, chegou a mais de quatro mil e quinhentas visualizações no wattpad. Algumas leitoras me pediram a continuação da estória, pois acreditavam que havia pilares suficientes nele para sustentar uma boa estória de romance. Eu disse que assim que tivesse um pouco mais de tempo escreveria uma continuação - já havia pensado até na estória! hahaaha O que um pouco de incentivo não faz?
Então, na semana passada eu comecei a trabalhar em uma estória para Logan & Tracy. Ainda não está pronta, mas está quase! hahaah
SINOPSE:
"Que mulher nunca teve um desejo proibido? Um fetiche que sempre acreditou nunca conseguir realizar? Uma paixão por um homem que sempre soube que nunca poderia ter? Tracy sentiu tudo isso. E por incrível que pareça, tudo envolvia um mesmo homem.Logan foi seu professor substituto por um determinado período de tempo. No entanto, ele não era como os outros professores; senhores ranzinzas, e chatos. Ele era jovem. Divertido, engraçado e bonito. Uma raridade, na verdade.Sua personalidade e beleza chamaram facilmente a atenção de Tracy e esta, mesmo sendo apenas uma garota de 18 anos, nutriu por ele desejos selvagens que apenas uma mulher que sabe exatamente o que quer, teria.Agora, depois de anos, o destino é responsável por um novo encontro. Tudo o que ela tem é uma noite. Para seduzi-lo e leva-lo a realizar seus fetiches e saciar seus desejos mais proibidos. E está determinada a conseguir o quer, mesmo que isso faça dela, tudo o que sempre negou ser."

O conto abordará o reencontro do casal anos depois. E sim, desta vez darei um fim definitivo. De antemão aviso que Logan (sim,  o conto terá narração dele também) já me conquistou com a forma simples e safada dele. ~cara de paisagem~

Estou in love com esse papai noel, assumo. Hahaah
Deixarei o primeiro capítulo deste  conto abaixo. <3
Conto - Natal com o Professor
Autora: Mary Oliveira
Lançamento: Janeiro de 2016
Editora: Amazon
Postagem especial: Wattpad
Link do primeiro conto: Wattpad - O Professor
Leia abaixo o primeiro capítulo. ;)
O Reencontro...
UM ANO ATRÁS:
Eu estava na fase final do meu doutorado e, graças a Deus, a Universidade já havia entrado em recesso para as festas de final de ano.
Todos os anos, no mês de dezembro, a escola em que eu trabalho organiza uma visita à uma clinica oncológica de Boston. A visita será neste final de semana e a reunião para decidirmos que atrações serão feitas na programação especial para as crianças, já fora feita. Contudo, eu não participei. Agora ficarei com qualquer papel que restasse.
— Logan? – o tom excessivamente bravo de Scott não me assustou, como em meu primeiro dia de trabalho, após a transferência que me trouxe do Canadá para cá. Eu estava aqui há três anos e o conhecia bem o suficiente para saber que aquela era sua maneira mais amigável de se falar.
— Sim?
— Raul voltou de férias hoje, ele e Madison nos ajudarão com os alunos de intercâmbio da Universidade de Vancouver.
Consenti ao lembrar da tarefa designada à mim para esta semana. Apresentar a escola de linguagens a um grupo de graduandos.
— Que horas eles chegarão? – questionei, agora andando lado a lado dele.
— Já chegaram. – ele disse, após parar no meio do corredor para observar alguns de nossos alunos estrangeiros que aprendiam a jogar o famoso football americano. – Kristen aguarda você na ala do teatro. Experimente sua fantasia para o sábado e depois vá ao pequeno auditório. O início da programação dos graduandos será às dezesseis horas.
Olhei em meu relógio. Já passava de três e quinze da tarde.
— Tudo bem. Estarei lá. – assegurei antes de seguir novamente pelo corredor.
***
Semicerrei os olhos ao encarar meu reflexo no enorme espelho de um camarim, do teatro, e arranquei a barba branca que pendia sob meu queixo. Kristen gargalhou ainda mais alto. – não sei de que forma aquilo foi possível, já que seu riso descontrolado já ecoava por todo o local.
— Papai Noel? – repeti a pergunta, desta vez sem o excesso de ironia e a expressão estupefata. – Eu tenho cara de bom velhinho, Kris?
Ela apertou os lábios e se aproximou, para arrumar a barriga falsa e protuberante da fantasia.
— Você está mais para velhinho pervertido, Logan. – ela disse, tentando não rir. – Olha, quase todos os professores homens se vestirão de papai Noel.
 — Eu vou cantar também, não poderia ir vestido de Elvis Presley? – fiz uma pausa e rolei os olhos para a minha imagem no espelho. – Esqueça, essa ideia foi pior ainda.
Ela riu.
— Troque logo de roupa. Tenho que preparar a máquina de costura para fazer mais cinco fantasias. – Kristen suspirou dramaticamente e virou-se de costas quando tirei a parte de cima da fantasia. – Você gosta de strip-tease, não é mesmo?
Dei-lhe um sorriso de canto e ela acenou em negativa. Há mais de um ano, Kris e eu terminamos um pequeno caso que havíamos começado. Não deixamos de ser amigos e, há menos de cinco meses, em seu casamento, eu a levei ao altar. Fui seu padrinho e hoje sou amigo de seu marido, Kurt.
— Por que fará novas fantasias?
— Os alunos que ficarão aqui para o estágio de seis meses também participarão da programação de natal na clínica. – explicou, ao sentar-se sobre a sua cadeira. – Eles vieram ainda pouco tirar as medidas.
— Alguém interessante? – questionei despretensiosamente. Kris ergueu uma sobrancelha e sorriu.
— Três alunas e dois alunos. Um deles é gay.
Um sorriso diabólico iluminou minha feição.
— É uma pena que as regras não permitem relacionamentos entre funcionários. – iniciei meu discurso habitual.
Kristen gargalhou ao mirar minha expressão e precisou de alguns segundos para completar sua parte na encenação:
— Você, por acaso, pretende ter um relacionamento com uma delas?
Umedeci os lábios e lhe dei um novo sorriso enquanto acenava em negativa.
 — Essas garotas estão ferradas. – a mulher concluiu quando finalmente terminei de trocar de roupa e saí do camarim.
***
Quando cheguei ao Pequeno Auditório, percebi que as apresentações já estavam acontecendo. Pude distinguir cinco silhuetas diferentes à frente de Raul, Madison e Scott.

— Desculpem o atraso. – pedi, assim que Raul se voltou para mim e sua expressão dura me recebeu amigavelmente. Ele olhou nada discretamente para seu relógio e maneou a cabeça em negativa antes de revirar os olhos.
— Venha querido. – Madison, que é esposa de Scott há mais de vinte anos e o ajuda a dirigir a escola de linguagens, sorriu ao me cumprimentar com um beijo no rosto.
— Logan é professor dos alunos de nível médio de intercâmbio. É responsável pela preparação deles para nossas aulas dentro do calendário e grade curricular americana, na verdade. – Scott iniciou as apresentações, todos nos voltamos para ele. – E também cuida das turmas de verão.
— Há dois professores de férias neste mês, mas em janeiro, quando seus estágios realmente iniciarem, cada um de vocês acompanhará um de nós nas aulas. Alternaremos com o passar dos meses. Tudo bem? – após as palavras de Madison, me voltei para os graduandos e os analisei metodicamente. Franzi o cenho levemente ao me deparar com um rosto aparentemente conhecido. Apertei os olhos ao mirar a jovem e, ao vê-la me encarar surpresa antes de desviar o rosto para os outros professores, eu tive certeza que realmente a conhecia. Mas de onde? Alguma transa de uma noite de uma daquelas festas?
Resisti à vontade de acenar em negativa e decidi tentar prestar atenção ao que Raul dizia, contudo, volta e meia, minha atenção era direcionada a garota novamente e eu também a pegava me fitando.
Ela é do Canadá. – lembrei das palavras de Scott mais cedo.
Eu morei em Vancouver por anos, era professor de inglês britânico instrumental antes de conseguir uma vaga na Madeline School Of Languages. Eu a conheço de lá? – questionei-me, ainda tentando recordar de onde conhecera aquele rosto. – Ela não poderia ter mais de vinte e cinco anos. Não possuía idade para ser professora da escola naquela época. – meus olhos se arregalaram quando finalmente lembrei.
A garota do sexo selvagem naquele barzinho de Vancouver. – a lembrança daquela noite me assaltou. Eu teria cambaleado para trás enquanto avaliava seu corpo, se não estivesse próximo à uma parede.
Porra. – foi a expressão que ecoou em minha mente enquanto lembranças entrecortadas daquela noite acordavam meu corpo completamente. – Aquela garota me fez bater muitas por umas duas semanas. Tudo por ter ido embora após ter me negado um maldito segundo round.
— Você concorda, Logan? – Scott perguntou a mim.
— Sim. – respondi, sem ao menos saber com o quê concordava.
— Ótimo. Raul e Madie irão comigo para resolvermos sobre as questões burocráticas da chegada destes jovens. – Madison me entregou algumas folhas e chaves.
— Leve-os aos quartos, por favor, querido.
Consenti tentando conter um suspiro.
CAPÍTULO DOIS
— Os dormitórios ficam neste corredor, à esquerda de alunos, à direita de estagiários e visitantes. – apontei. – Amanhã haverá uma espécie de ambientação para que todos vocês conheçam melhor a instituição e o nosso trabalho. Sugiro que estejam prontos para o café da manhã às oito. Pegaremos vocês no dormitório às nove.
Enquanto eles assentiram e conversaram baixo, marcando de se encontrar para saírem juntos, eu verifiquei a lista que Madison me entregara anteriormente e as chaves em minhas mãos.
Levantei os olhos lentamente para ver a garota rindo baixo com uma colega. Um sorriso doce, alegre, divertido. Diferente do sorriso provocador que me deu após me beijar e ir embora há alguns anos.
Tentei não desviar minha atenção para o seu corpo, para não me perder nas curvas terrivelmente atraentes dela e inspirei fortemente. O desejo insano e primitivo de possuí-la novamente havia aquecido meu sangue a ponto de deixa-lo queimando em minhas veias. E eu sequer sabia se ela estava solteira, livre para mim novamente.
Verifiquei em minha lista em que quarto ela ficaria hospedada e mordi o canto dos lábios suavemente enquanto gravava em minha mente o número 26B. Segui pelo corredor extenso e chamei o primeiro nome.
— George? – o jovem de olhos castanhos claros, pele negra e dreads se aproximou de mim. Estendi a chave para ele. – Quarto 21B.
Ele agradeceu e adentrou o quarto.
Chamei os outros jovens e repeti o mesmo processo, entregando a chave e avisando sobre o número do quarto. A última garota me encarou em silêncio. Seu nervosismo era perceptível, mas ela não parecia tímida ou temerosa sobre algo. Eu poderia apostar que ela, tanto quanto eu, estava surpresa por me ver aqui. Depois de três anos.
— Tracy D’lacourt?
Ela ergueu uma sobrancelha antes de se aproximar.  Expirei fortemente ao vê-la vir até mim. As pernas grossas e bem torneadas estavam escondidas em uma maldita calça jeans, assim como a bunda perfeita. Os seios, pequenos e firmes, ocultos em uma blusa preta e um sobretudo marrom agora aberto.
 — Caralho. – sussurrei para mim mesmo ao sentir meu pau acordar rapidamente em minha boxer. Cuidei de abrir logo a porta de seu quarto e entrei sem esperar qualquer convite.
Cerrei os olhos com força após ver a cama no quarto minúsculo e a ouvir fechar a porta.
— Como chegou até aqui? – questionei sem me importar de voltar a encará-la.
— Ganhei uma bolsa mista de estágio e intercâmbio. – contou.
Voltei-me para ela. Fitamo-nos em silêncio por segundos intermináveis. Ela me avaliava, eu a avaliava. O ar naquele quarto já havia mudado completamente, estava carregado de uma tensão que eu conhecia desde que a vi na aula em que fui seu professor substituto.  Desisti de qualquer porra de autocontrole quando a vi umedecer os lábios e voltar a me fitar. Avancei sobre ela e meus lábios esmagaram os seus em um beijo selvagem, e também facilmente denominado desesperado. Ela gemeu contra minha boca, mas segurou meus pulsos para que eu não a tocasse. Investi no beijo com mais força e avidez. Dei alguns passos para frente, fazendo-a me acompanhar até que suas costas se chocassem contra uma parede. Soltei minhas mãos de seu aperto e levei uma delas aos seus cabelos para puxa-los.
— Porra, me diz que você não tem nenhum namorado, nenhum noivo. – pedi contra sua boca. Ela estava de olhos fechados e arfava, tentando levar ar aos próprios pulmões e nossas respirações se misturavam.
— Não tenho nenhum namorado. – ela disse. Suguei seu lábio inferior com força e depois o mordi, deixando-o levemente inchado. – Nenhum noivo.
— Obrigado, Deus. – agradeci. Tentei tocar seu corpo novamente e me surpreendi quando ela me impediu e logo se afastou de meu corpo.
— Não, Logan. Eu não posso...
— Por que? – não me importei com o fato de ter soado contrariado.
— Porque não vou correr o risco de perder essa bolsa. – respondeu simplesmente. – Li todas as regras. Envolvimento com qualquer funcionário daqui está fora de questão.
Sorri ao me aproximar novamente, ela arregalou os olhos e verificou uma saída fácil que a deixasse livre de mim com agilidade, mas não lhe dei esta chance. Acariciei sua cintura antes de trazê-la para perto e a beijei suavemente.
— Transamos como dois animais em um banheiro de um barzinho lotado. – lembrei-a. – Estamos acostumados a quebrar regras.
— Não, Logan! – ela repetiu, desta vez de maneira incisiva. Suspirei.
— Vamos tentar assim então: você não é funcionária daqui e não teremos um relacionamento.
— Você quer uma trepada de uma noite e nada mais?
Franzi o cenho ao ouvir a pergunta, mas assenti.
— Já tivemos isso. – lembrou-me. – Agora vamos colocar em prática o “nada mais”.
***

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