Resenha – Periguete Apaixonada
Título: Periguete Apaixonada
Autora: Kamila Cavalcante
Editora: Nix
Número de Páginas: 366
Skoob: AQUI
Compra: AMAZON (E-BOOK) EDITORA NIX (FÍSICO)
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Oiiiii, gente!!! Voltei! (AMÉM!)
Hoje teremos resenha de mais um livro nacional! Eu comecei a
lê-lo no wattpad, mas esperei o físico para concluir a leitura! Haha
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SINOPSE:“Maria Fernanda é uma periguete assumida que vive se metendo em confusões. Short curto e batom vermelho são sua marca registrada. Por onde passa, seu corpo, seu bom humor e loucura chamam atenção. Sempre animada e sem se importar com o que os outros pensam, Mafê é dona do próprio nariz. Contrariando o que todos acham, ela é uma eterna romântica que está à procura do verdadeiro amor sem deixar de se divertir, obviamente.
Carlos Eduardo é um dos maiores chefões do tráfico na capital Rio Azul. Comanda a favela Bela Flor onde vive em quase harmonia. Apesar de ser um homem violento, ter problemas com a polícia e com a justiça, Cadu, como é conhecido, é um homem venerado pela maior parte da comunidade e respeitado por muitos na cidade. Cadu é centrado e sempre coloca o trabalho acima de quase tudo. Ele não confia em mulher alguma e segundo ele, elas só servem de passatempo. Pegou, desapegou. Esse é o seu lema com elas.
Mafê vai enxergar em Cadu o homem perfeito para se apaixonar e vai encarar o desafio de fazer com que ele se apaixone por ela.
Embarque nessa aventura com o pessoal da Bela Flor e descubra se, e como, Mafê vai conseguir essa proeza, mas para isso: Liberte seu lado romântico. Liberte sua periguete interior.”
Eu preciso começar falando da capa, porque gente, eu A-M-O a
capa desse livro!!!! Ela não poderia ser mais a “cara” da estória. São a Mafê e
o Cadu ali! Não há como negar!
Outro ponto forte nessa primeira edição física foi a
diagramação, que também achei linda! A editora teve todo o cuidado de produzir
um exemplar que estivesse de acordo com a estória, os detalhes da capa e do
miolo do livro são prova disso! Adorei!
Um ponto que, infelizmente, deixou um pouco a desejar foi a
revisão, mas não é nada que incomode muito a leitura (é que eu sou insuportável
mesmo K),
como gosto de resenhas verdadeiras, claro que acho válido dizer isso.
Agora vamos à estória, quem não sabe, eu já fiz um post de
“Primeiras Impressões” desse livro, quem ainda não leu, clique (AQUI) - sugiro que leia esse post antes da resenha.
Eu já deixei claro que tenho um fraco por chick-lit, né? A
mistura de comédia e romance me cativa e, com este livro não foi diferente! Aqui
conheceremos Mafê (Maria Fernanda) e Cadu (Carlos Eduardo). Tudo se passa em um
estado criado pela autora, mais precisamente na favela Bela Flor, da capital
Rio Azul. Então, se você curte uma estória romântica, regada a confusão e sensualidade,
você precisa ler esse livro!
O enredo em si é original, sem precedentes e te arrebata de
uma forma inexplicável para dentro dele, porque você consegue capturar a essência
dos personagens principais e, além disso, por mais que sejam opostos e
naturalmente (mesmo que não saibam) um esteja contra o outro (e você entende
isso, você concorda com a posição da Mafê em relação à criminosos, e está
ciente de que o Cadu não poderia agir de forma diferente ao que ela é – e não
estou falando do fato de ser uma periguete), mas como se afastar quando
acredita que encontrou o homem da sua vida? Como resistir quando uma mulher,
pela qual se está louco, te provoca e seduz como nenhuma outra jamais
conseguiu? Mesmo sendo uma louca que só arranja confusão? ~risos~
Na metade do livro você percebe que Mafê não é completamente
doida por querer conquistar um homem que mal conhece (não tanto, pelo menos),
como você acreditava, ela tem um objetivo! E pretende alcançá-lo, nem que pra
isso precise deixar esse homem completamente louco (por ela, calma!)! O que ela
não sabe é que terá que travar uma batalha em si por causa dessa decisão, ficará
em um impasse entre fazer o que seu coração diz (e não desistir do homem que
aprendeu a amar) ou seguir seu bom senso, a razão que lhe lembra que foi
ensinada a odiar homens como ele, e se afastar. Por outro lado, não muito
diferente, Cadu (sem perceber) já foi sabotado por si mesmo, pois, por mais que
queira e tente, ele não consegue se afastar.
“Droga, o que eu to dizendo? Ela própria disse que sou bandido e que queria ficar longe de mim. O problema é que, assim como ela, eu já não consigo ficar longe. Quero ela pra mim.”
Dividida entre o que acha certo e o que não suportaria
perder, Mafê cede momentaneamente, tanto porque já sabe que aquele homem a ama
quanto porque (como Cadu mesmo já concordou) ele será sua cobaia (o que fica
implícito na verdade é um desafio feito por ele, em que ela – como queria desde
o início – teria que fazê-lo se apaixonar). Mas não pense que são apenas os
personagens a ficarem divididos, porque nós, leitores, também ficamos! Pois
você shippa o casal, você quer que eles fiquem juntos e, ao mesmo tempo, não vê
como isso possa acontecer, não vê como você (estando no lugar na Mafê)
decidiria por ficar com o Cadu, porque ela pode amá-lo loucamente, mas o amor
não faz dele menos responsável pelo tráfico daquela cidade, tampouco pelas
vidas que estraga por isso.
“ Tu não tem que fazer eu me apaixonar por ti? – ela confirma com a cabeça. – Então faz, ué. Faz eu me apaixonar por tu. O que nós tem pra perder? Namora comigo.”
Gente, o Cadu não é aquele traficante cruel e desumano e,
por mais que isso não diminua o que ele faz, nem o que ele é – traficante – te
faz gostar menos dele em determinados momentos. Em algumas páginas, isso traz
um pouco de inconsistência ao enredo porque você
não espera que um traficante seja como ele, mas quem garante? Que mesmo
fazendo algo errado, ruim para a sociedade, eles não possam ser, em
determinadas situações, como homens “normais” que também experimentam alguns
sentimentos bons, mesmo que tenham feito decisões errôneas por um passado
difícil e doloroso? Quem garante que não poderiam mudar, se tornar pessoas
melhores (por mais difícil que isso seja na sociedade em que vivemos)?
O final foi surpreendente, eu não esperava os acontecimentos
que se sucederam a partir do capítulo 24, tampouco que (depois de todos os
preconceitos que os dois enfrentaram para ficar juntos, para admitirem pra eles
mesmos, se amarem) eles tivessem atitudes tão estúpidas e pensamentos tão
incoerentes. Eu, particularmente, não perdoaria a atitude do Cadu, por mais que
sofresse por não voltar com ele, por mais que soubesse que ele me amava e que
se arrependia amargamente por ter sido fraco, a traição (com a certeza de quem
tem um coração aquariano e orgulhoso) doeria muito mais, mas a Mafê é a Mafê,
ela também passou por uns momentos bem ruins, teve que tomar decisões muito
difíceis, teve que escolher pelo bem das pessoas que amava e, depois que tudo
isso passou, claro que ela continuaria abalada, que um erro do Cadu não seria
um empecilho tão grande para ela enfrentar quanto tudo o que já tinha passado
para estar com ele.
Os últimos capítulos me deixaram com uma sensação de “sim, isso
é apenas um livro. Na vida real as possibilidades de metade dessas coisas
acontecerem são quase nulas”, e é um contraste tão grande com o início, com a
familiaridade que você tem no começo do livro, porque no início você pensa
“Cara, isso ta acontecendo mesmo. Eu conheço uma Mafê, eu tenho amigas que
falam como a Mafê, eu sou quase tão louca quanto ela”. Ainda não sei dizer se
isso é bom ou ruim. Porque, OBVIO, você sabe que é um livro, mas está tão
envolvido que quando perde um pouco do que te identifica com a estória, tu
acorda pra realidade. De qualquer forma, para a conclusão de um chick-lit que
se preze, ao menos eu não enxergaria um final satisfatório melhor que o que
teve (não com minhas expectativas sobre o Cadu).
Enfim, acho que é isso! Eu gostei do livro, da leveza com
que a autora escreve, da originalidade da estória e do casal diferente e
divertido! Recomendo a leitura para quem, como eu, se deixa envolver facilmente
pelo encanto de uma comédia romântica (e, por mais frio que seu signo seja, não
deixa de sorrir feito boba, é claro!)
É isso, até a próxima! <3
Beijos da Mary!

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